O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, confia no potencial exploratório da região do pré-sal

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (25/2) que encerrou 2010 com um lucro líquido consolidado de R$ 35,2 bilhões, o que representa um avanço de 17% sobre o resultado de 2009.

Segundo a empresa, o melhor resultado financeiro líquido decorre de ganhos cambiais (dólar mais barato) sobre a dívida líquida, dentre outros fatores.

Somente no quarto trimestre do ano, a estatal brasileira do petróleo registrou um ganho líquido de R$ 10,6 bilhões, ficando 38% maior na comparação anual.

Em relação ao terceiro trimestre de 2010, o resultado foi 24% superior.

Para justificar o avanço, a Petrobras destaca a redução de R$ 1,58 bilhão em despesas operacionais e a menor despesa com imposto de renda e contribuição social.

A estatal enfatiza que o endividamento líquido da empresa alcançou R$ 62,1 bilhões, constituindo "um nível de alavancagem mantido em patamar confortável (17%) e abaixo do limite máximo estabelecido pela companhia (35%)".

O indicador de eficiência da empresa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), somou R$ 60,3 bilhões no acumulado do ano passado, ante R$ 59,5 bilhões em 2009.

No informe de divulgação do balanço, a Petrobras destaca o início de operação, no pré-sal da Bacia de Santos, do sistema piloto no campo de Lula (previamente denominado Tupi). "Um marco para o desenvolvimento de uma das mais promissoras fronteiras exploratórias mundiais", comenta o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.

A receita de vendas da estatal atingiu R$ 213,3 bilhões em 2010, o que representa um crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

Reservas

No ano passado, as reservas provadas da petrolífera alcançaram a marca de 15,986 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), uma expansão de 7,5% sobre 2009.

A estatal conseguiu atingir um patamar recorde de produção de petróleo no Brasil, alcançando uma média anual superior a 2 milhões de barris por dia.

Em 2010, a Petrobras investiu R$ 76,4 milhões, ante R$ 70,7 milhões em 2009.

O ano também foi marcado pela megacapitalização de R$ 120,2 bilhões na bolsa, simultaneamente à assinatura do contrato de cessão onerosa que permitirá a produção de até cinco bilhões de barris de petróleo em áreas não licitadas do pré-sal.

Fonte: Brasil Econômico