Abril 2007


25/04/2007 – 19h19 – Por maioria, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o agravo regimental interposto pela União e pelo Ministério Público Federal (MPF) com a pretensão de reverter decisão da Primeira Turma da Casa que garantia indenização bilionária à Varig. A empresa cobra da União cerca de R$ 3 bilhões – em valores de 1992 – relativos aos prejuízos causados pelo congelamento de tarifas durante o governo do ex-presidente José Sarney, na segunda metade da década de 80.

Interrompido desde o dia 22 de novembro do ano passado, o julgamento recomeçou na tarde desta quarta-feira (25) com a apresentação do voto-vista do ministro Herman Benjamin. Ao analisar o agravo – que tinha como objetivo permitir que a Primeira Seção julgasse embargos de divergência contra a decisão da Primeira Turma favorável à Varig –, o ministro Benjamin divergiu do relator da matéria, ministro Castro Meira.

O ministro Castro Meira havia votado pelo não-provimento do agravo por compreender que a argumentação da União e do MPF era baseada em provas novas, que não haviam sido apreciadas nas instâncias ordinárias. De acordo com o ministro, os novos elementos foram apresentados fora do prazo, já que deveriam ter sido incluídos na elaboração do laudo pericial. Em função disso, não haveria divergência entre a decisão da Primeira Turma e outras apontadas pela União e pelo MPF – por isso o não-provimento do agravo que permitiria o julgamento dos embargos de divergência.

Voto-vista

Para o ministro Herman Benjamin a apresentação de memoriais, pelo MPF e pela União, junto ao TRF, não trata de matéria nova, diferentemente do decidido pela Primeira Turma (constante do acórdão embargado) e do voto do relator, ministro Castro Meira. O que as embargantes pretendiam, a seu ver, é que o TRF reexaminasse a perícia realizada em primeira instância.

Segundo o ministro, ao decidir da maneira que fez, o TRF restringiu o alcance do reexame obrigatório das sentenças contrárias à União. Isto porque, independentemente da apresentação dos memoriais, poderia (e deveria) reapreciar a perícia.

A indenização, em valor atual, montaria a aproximadamente R$ 3 bilhões, com honorários de R$ 150 milhões. Seria, segundo o ministro, a maior verba honorária já paga no Brasil.

O voto divergente suscitou caloroso debate no plenário da Primeira Seção. Para o ministro José Delgado, não havia “matéria jurídica remanescente” que demandasse o julgamento dos embargos. Já o ministro João Otávio de Noronha afirmou que o ministro Herman Benjamin teve que buscar argumentos fora do acórdão contestado para dar provimento ao agravo. “Sou muito conservador nesse sentido e essa posição contraria o próprio propósito do embargo. O embargo não é um outro recurso”, ressaltou o ministro Noronha.

Além de Noronha e Delgado, os ministros Humberto Martins, Denise Arruda e Teori Albino Zavascki votaram com o relator Castro Meira. Com isso, fica mantido o resultado do julgamento da Primeira Turma que negou provimento ao Recurso Especial 628806-DF no qual União e MPF tentavam reformar a decisão da instância ordinária em favor da Varig e, conseqüentemente, a indenização à empresa aérea.
Fonte: Site do STJ

O aquecimento global e as ações realizadas pelo Brasil para minimizar os impactos das mudanças climáticas serão debatidos hoje pelas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Durante a audiência pública, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deverá apresentar algumas das ações que vão integrar o Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas, a ser anunciado pelo governo nos próximos dias.

O evento ocorrerá a pedido dos deputados Edson Duarte (PV-BA), Henrique Afonso (PT-AC), Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) e Moreira Mendes (PPS-RO).

Impactos minimizados
Uma das propostas em tramitação relacionadas ao aquecimento global é o Projeto de Lei 261/07, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). A proposta cria a Política Nacional de Mudanças Climáticas e traz ações que pretendem minimizar os impactos negativos provocados pelas atividades humanas no sistema climático.

Para atingir esse objetivo, o projeto cria, entre outros pontos, mecanismos de incentivo fiscal e o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, para financiar pesquisas e ações nessa área.

Fonte: Agência Câmara

O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) sugeriu há pouco à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, uma articulação do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) para que se crie uma organização mundial do meio ambiente. Esse órgão, segundo o deputado, contaria com um conselho de segurança ambiental do qual o Brasil faria parte. “Seria uma forma de influenciar efetivamente as decisões”, disse ele, em audiência pública das comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: Agência Câmara

26/04 – 15h40 – Em pronunciamento nesta quinta-feira (26), o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) defendeu a pesquisa com células-tronco embrionárias. Ele lembrou que essas células, capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo humano, abrem uma “nova fronteira na pesquisa médica” e trazem a promessa do tratamento de uma série de doenças incuráveis, como Alzheimer e Parkinson.

O assunto está sendo discutido no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação direta de inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005). A lei permite a pesquisa com embriões de clínicas de reprodução assistida, congelados há pelo menos três anos e destinados ao descarte.

Fonte: Agência Senado

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